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Personagens

Manu, 29, é um português radicado no Brasil que mete o nariz onde não é chamado. É frila e amigo da Dona Marisa Letícia, com quem joga caixeta. Namora Pérola, uma linda moreninha de olhos azuis, que ele resgatou de uma cabine de pedágio.

Izzy, 34, é primo de Manu. Rico, ganha dinheiro fabricando jacarezinhos para imitar camisas Lacoste. Tem uma casa em Brasília, que cede para Manu morar.

Leopoldo, O Implicante, 66, é aposentado da receita federal. Ama e odeia na mesma proporção. Casado com Dna. Noêmia, que é sua paciente interlocutora. O casal tem dois filhos: Leozinho e Marina, que namora Izzy.

Leandro, 28, é solteiro e gosta de se vestir com camisa social branca, com a gola fechada, assim como os punhos. Canta no coral da igreja e anda de bicicleta com protetor de calça. À noite, costuma frestiar um casal de vizinhos exibicionistas.

Jota, O Motoboy, 19, morreu pela gripe suína. Uma equipe médica retirou sua genitália e transplantou-a em um executivo blumenausense chamado Hans.

Hans, O Transplantado, 26, é um filho de descendentes alemães e herdeiro de uma grande malharia. Foi assaltado em Curitiba e levou um tiro de escopeta nas partes.

Recomendo:(ordem alfabética)
Aqui Não Dá
Dudu Oliva
Emanuelle Oliveira
Novas
Trem Azul
Tudo Sobre Ivy


Contos e Crônicas
(Pelo Fim da Voz do Brasil)
Bosco


02/09/2010
Dialoguinho




- Pai, o que é um smartéss?
- Smart Ass. Onde você ouviu isto?
- Na TV. O que é?
- Bem, os americanos usam este termo para definir as pessoas idiotas que tentam se passar por espertas.
- Como quem, por exemplo?
- Como os aloprados do PT.
- Mas pai, se o PT é smart ass, como é que ganha as eleições sempre?
- "Because a smart ass is smarter than an ass".
- Não entendi...

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02/09/2010
Bolo



Diz-se que Lula (Dilma) é como massa de bolo: quanto mais se bate, mais cresce. Será? Bolos desandam...

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31/08/2010
As Tetas da Porca



No meu tempo de faculdade, se havia alguém de direita ninguém sabia, porque era vergonhoso posicionar-se a favor da ditadura. Assim é que nós chamávamos aqueles que simplesmente não se posicionavam de “reacionários”. Isto fez com que uma horda de “esquerdistas” se criasse, a maioria deles sem muito bem saber do que se tratava, mas impulsionados que estavam pelo desejo de “pertencer”.

Hoje, ainda não se sabe (ou já não se sabe mais) o que é direita ou esquerda. A maioria acha que direita é sinônimo de privatizações. E, portanto, que o PSDB é um partido de direita e ponto final.

Aquele que se pensa de esquerda considera uma empresa estatal como se fosse uma S/A e ele um dos acionistas. E, por lógica, uma empresa privada como uma espécie de tentáculo de algo grande e poderoso, cuja cabeça pensante mora em lugar distante e insensível aos problemas do Brasil.

Eu vejo assim: empresa estatal é uma espécie de porca leiteira que tem 8 tetas e centenas de porquinhos querendo mamar. Empresa privada é também uma porca que tem 8 tetas, mas apenas 7 porquinhos que mamam em sistema de rodízio, estimulando a ocitocina materna e mantendo a quantidade de leite sempre suficiente e nutritiva.

Os de esquerda argumentam que pelo menos a porca estatal dá leite para centenas de necessitados, enquanto a porca privada nutre 7 privilegiados. Os democratas (aqueles que não confundem povo com funcionalismo público) apostam na saúde da porca-mãe e na possibilidade de que cada porquinha bem nutrida possa procriar e transformar 7 porquinhas bem nutridas em 49 outras porquinhas bem nutridas.

Custa para o PSDB dizer isto para o povo?

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